sábado, 25 de maio de 2013

Na hora de ir ao banheiro

Aqui na Alemanha a hora da Pepe ir no banheiro não é muito diferente do Brasil.

Eu saio para passear com ela duas vezes ao dia e a levo nesses canteirinhos que tem por toda a cidade. Toda a Europa é bem arborizada (pelo menos os países que eu conheço) mas Hannover é especial nesse sentido. É conhecida como a cidade mais verde da Alemanha.



Engraçado é que a Pepe faz o número 1 em um canteiro, daí quer ir fazer o número 2 em outro. rsrs
Aqui também tem muito bosque urbano. Eu tenho um atrás da casa que estamos hospedadas agora. O problema é que a terra do bosque é bem preta e quando chove desgraça qualquer pelo comprido e pata de cachorro. Sem contar os meus sapatos. Então eu deixo para ir no bosque quando o solo está bem sequinho.

Feito o n˚ 2, a gente precisa recolher. Existem alguns lugares da cidade onde você encontra esses saquinhos para pegar. 



Mas como não tem em todo o canto, o ideal é já sair de casa com o seu próprio saquinho. Eu comprei esse aqui num pet shop para testar mas não curti, difícil de recolher o "prêmio", cheio de mé-mé-mé para fechar. Prefiro os saquinhos plásticos mesmo.


Depois eu deposito o saquinho fechado com um nó no lixeiro público ou, se estou perto de casa, despejo o conteúdo no vaso, dou descarga e jogo o saco no lixeiro.

Nos dias de chuva não levo a Pepe na rua, até porque ela vive dentro de casa, sobe na minha cama, então evito que ela se molhe para não ficar fedida. Daí a solução é comprar esses tapetes higiênicos e colocar no banheiro de casa. Quem tem sacada, varanda coberta ou uma lavanderia (coisa rara por aqui) pode colocar nesses lugares também. 



Tapete higiênico é bem baratinho aqui na Alemanha. Sai mais barato do que jornal, o que eu usava muito no Brasil. Além do mais, eu não compro jornal porque não leio em alemão e, muito provavelmente, os alemães preferem reciclar o jornal do que fazer de banheiro para cachorro.



quarta-feira, 22 de maio de 2013

Hospedagem

Aqui na Alemanha é muito comum os hoteis aceitarem cachorro, mas o que achei mais incrível é que alguns hostels (albergues) também aceitam. 

No caso, eu peguei um quarto individual no hostel, não se se aceitariam em quarto compartilhado. Mas também não vi nenhuma restrição no site do hostel sobre isso.
Quando você quiser fazer uma reserva, o próprio site do hotel ou hostel vai informar se pets são bem vindos ou não.



Normalmente você paga algo extra pelo cachorro, pelo menos nos EUA e na rede Ibis eu sei que paga uma taxa. Mas no hostel que eu fiquei não foi necessário.

As housekeepers não estravam para limpar o quarto com o cachorro dentro, caso eu estivesse fora do hostel. Se eu estivesse lá, elas batiam na porta e perguntavam se queriam limpeza naquele dia.

Eu levava Pepe para passear 2 vezes ao dia, mas também deixava um tapete higiênico dentro do quarto para garantir. E como ficamos 10 dias lá, dei banho nela no chuveiro do hostel mesmo. Tudo bem normal!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

No avião

Antes de viajar, precisei tomar algumas providências, além do que já foi citado neste blog: 

  1. Comprar fralda para a Pepe usar durante a viagem;
  2. Separar um saquinho com biscoitos caninos;
  3. Deixar uma toalhinha e saquinhos plásticos na mão, caso precise limpar algo;
  4. Levar um echarpe no pescoço que pode socorrer a Pepe na hora do frio (uma manta daria trabalho para carregar).
Feito isso, embarcamos...

Experiência com a TAM


O check-in foi bem enrolado. Parecia que a atendente era nova e não sabia como fazer, então demorou mais do que o habitual. A menina conferiu, ou fingiu que conferiu, a documentação da Pepe nessa hora.

Depois do check-in, você tem que ir em outro balcão e pagar a taxa para transportar o cachorro.

Ainda bem que o voo é curto até o Rio de Janeiro. Com cachorro, você não tem direito de comprar a poltrona conforto e é obrigada a viajar na janela, então eu fiquei beeeem apertada.


Pepe ficou bem quietinha e bem acomodada o voo inteiro. Ela era obrigada a ficar dentro do kennel e este tinha que ficar o meu pé.

Experiência Lufthansa


No Rio de Janeiro eu troquei a Pepe de kennel e fiz o check-in sem mistério. Eles não quiserem conferir a documentação.

Em seguida fui numa salinha para pagar a taxa de transporte.

Tanto no voo do Rio para Frankfurt quanto no voo para Hannover, as comissárias ajeitaram as coisas para eu ficar com duas poltronas livres e viajar mais confortável. Além de ter ficado no corredor,o que te deixa menos trancada. Pepe ficou no chão em uma poltrona  ao meu lado enquanto eu pude esticar as pernas na minha.

Na hora das refeições Pepe chorou um pouquinho, sentido o cheiro da comida. Então eu abri o ziper e dei um pouco de comida para ela. Em alguns momentos ela ficou com o kennel aberto, mas ninguém reclamou.


Nos aeroportos eu podia ficar com Pepe no colo, mas em Frankfurt ela não queria sair do kennel. Talvez ela tivesse sentido desconforto, mas não reclamou. Acho que ela estava feliz de estar com a mamãe. Porque com certeza ela entendeu que estávamos viajando.

Chegando em Frankfurt, depois de passar pela minha imigração, passei pela imigração da Pepe (leia-se bagagens) e apresentei todos os documentos. Foi muito tranquilo.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Cia aérea e kennel

Cada cia aérea tem uma regra diferente para viajar com animais domésticos, então deve-se consultar as informações no website. Mas basicamente você vai ter que:

  • Observar o peso e tamanho do cachorro, para ver se ele pode viajar na cabine ou se precisa ir no bagageiro;
  • Comprar um kennel para transporte conforme as especificações (varia de cia para cia);
  • Após comprar a passagem, telefonar na Cia e solicitar o transporte do cachorro;
  • Apresentar a documentação necessária no check-in;
  • Pagar uma taxa (varia de cia para cia).
A Pepe é pequena e pesa 4,5kg, então pôde viajar na cabine. Eu não sei se teria coragem de transportar ela no compartimento de cargas... Pensando nisso e no meu gosto por viagens, vou tomar o cuidado para sempre ter só cachorros pequenos.

O kennel é uma novela, porque cada Cia tem um padrão diferente. Eu comprei minha passagem na Lufthansa, mas o vôo de Florianópolis para o Rio de Janeiro é operado pela TAM. Então, tive que comprar o kennel padrão da TAM para voar até o Rio, depois tive que trocar a Pepe para o kennel padrão Lufthansa para voar para a Alemanha.

Muitos pensam que você compra o kennel padrão na Cia aérea, mas não. Você deve procurar em pet shops ou agropecuárias.

No caso da TAM, eles indicam uma marca que tem as especificações exatas. Eu entrei no site da marca para ver o número de telefone da fábrica, perguntei se eles vendiam para Florianópolis, fiz contato com o pet shop que vende e encomendei um.

O kennel da Lufthansa foi mais complicado. Tive que correr vários pet shops da cidade, com uma fica métrica na mão, procurando o que estava dentro das medidas máximas. Só encontrei um modelo.



No final das contas, nenhuma Cia conferiu se o kennel atendia as normas, mas eu não quis correr o risco de Pepe não embarcar.


quarta-feira, 8 de maio de 2013

CZI - Certificado Zoosanitário Internacional

Microchip implantado, Titulação Sorológica de Anticorpos Antirrábicos em mãos, agora é hora de providenciar a papelada.

O Certificado Zoossanitário Internacional - CZI é um documento emitido pelo Ministério da Agricultura, através do Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). Você pode encontrar um posto do Vigiagro em aeroportos, portos e em pontos de fronteira.

O CZI tem validade de 10 dias, então eu preciso providência-lo apenas alguns dias antes de chegada no país de destino. No caso da Pepe, fiz o CZI 3 dias antes do embarque.

Para fazer o CZI é preciso apresentar:
  • Certificado do microcchip;
  • Resultado do exame sorológico;
  • Carteirinha de vacinação;
  • Atestado de saúde emitido por veterinário até 3 dias antes de dar a entrada no CZI.
Não precisa levar o cachorro. Alguns Vigiagros exigem hora marcada.

A documentação listada acima, somada ao CZI, deverá ser apresentadas também para a Cia aérea na hora do embarque e na imigração do país de destino.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Vacina antirrábica e titulação sorológica

Quem tem cachorro sabe que existem muitas vacinas obrigatórias para proteger a saúde dos nossos bichinhos. Uma vez por ano Pepe toma a vacina polivalente (V8 ou V10), a leptospirose, a antirrábica e giardíase, sendo que esta última estava em falta nos últimos 2 anos. Também tem uma vacina para gripe canina, mas essa eu dei uma vez e a Pepe teve reação, então não dei mais.

Mas para levar Pepe para a Europa, somente uma vacina foi importante: a antirrábica.

Essa é uma vacina responsável pela imunização contra a raiva, a zoonose mais perigosa que existe. Ela afeta o sistema nervoso, é contagiosa e fatal. O site mundo do cachorro explica detalhadamente o que é, quais os sintomas e curiosidades sobre a doença.

Muitas vezes a vacina antirrábica não é eficaz em determinado cachorro. Acredito que isso possa depender da marca da vacina e/ou do organismo do cão. Portanto, não basta apresentar a carteirinha de vacinação na hora de ir para a Europa. O Regulamento CE n. 998/2003 exige um teste realizado por um laboratório credenciado pela União Européia.

Titulação sorológica de anticorpos antirrábicos


Trata-se de um exame de sangue, que pode ser feito somente a partir de 30 dias após a data da última vacina.

A coleta do sangue pode ser feita em qualquer clínica veterinária, que vai enviar o sangue para ser examinado por um laboratório credenciado. Então, vale ressaltar que não precisa levar o cachorro para São Paulo, como eu achava no início. Você faz a coleta na sua cidade.

Quando eu fiz somente o Centro de Controle de Zoonoses, da Prefeitura Municipal de São Paulo estava fazendo esse exame. O Instituto Pasteur também é credenciado, mas estava temporariamente impedido.

O resultado do exame leva 1 mês para chegar, mas o exame é vitalício. Ou seja, uma vez que o resultado deu positivo, seu cachorro não precisa repetir o exame. Ele recebe um certificado, ou seja, uma titulação sorológica de anticorpos antirrábicos que vale enquando o cachorrinho viver.

Não sei o motivo, mas você precisa esperar 3 meses para viajar a partir da data da coleta do sangue para o exame. Por exemplo, Pepe coletou o sangue dia 21 de janeiro, então ela só pôde viajar a partir de 21 de abril.
Por isso é importante se programar com bastante antecedência.

Para realizar esse exame, o microchip é obrigatório.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Microchip

Quando viajei com a Penélope para os Estados Unidos não foi necessário implantar um microchip, mas para a União Européia a implantação é obrigatória.

O que é um microchip?


Clicando nesse link você terá uma excelente explicação sobre o microchip, mas resumidamente eles têm o formato de um grão de arroz, e são implantados com uma seringa sob a pele do cachorro. A implatação é indolor, a Pepe só sentiu uma picada.

Ao contrário do que muita gente pensa, o microchip não é um GPS. Ele é como se fosse um código de barras, ou seja, meu cachorro passa a ter um número de identificação. Na verdade, é uma versão moderna das tatuagens, muito usadas em gados.

Se a Penélope se perder de mim, ela será recolhida e encaminhada para um canil, que com um scam (semelhante a um leitor de código de barras) vai identificar o número dela. Então eles entram em contato com o fabricante do chip (essa informação também aparece no leitor) que vai dizer: esse chip eu vendi para a clínica Cão.com em Florianópolis, por exemplo. Eles fazem contato com a clínica, que faz contato comigo. Pelo menos foi assim que o veterinário me explicou.

Em breve terei que fazer o registro da Pepe na Prefeitura, só estou esperando sair meu visto, então provavelmente eles terão o número dela lá. O que vai tornar essa possível busca mais rápida e simples.

Lei de importação de animais para o território europeu provenientes do Brasil


A obrigatoriedade do chip está descrita no Regulamento CE n. 998/2003, que exige como identificação microchip implantado na pele, sendo que só serão aceitos chips em conformidade com a norma ISO 11784, ou identificado com uma tatuagem, se for comprovado que esta é anterior a 3 de julho de 2011.

Precisa usar no Brasil?


Algumas cidades brasileiras exigem o microchip, não tenho a lista completa de cidades mas sei que em Curitiba e São Paulo o uso é obrigatório. 

Na minha cidade, por exemplo, um projeto de lei aprovado em 2010 obriga a identificação dos cachorros através de um microchip, mas ninguém sabe e ninguém faz. Até mesmo os veterinários não conhecem essa lei, então o negócio não funciona.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Penélope nos Estados Unidos

Em 2005 eu resolvi morar um tempo nos Estados Unidos e eu já tinha a Penélope a quase 2 anos. Apesar da família inteira ser contra, decidi levá-la e valeu muito a pena.

Na época, viajamos de Varig e foi ótimo. Recebi assento preferencial no vôo de Floripa à São Paulo e, como o assento preferencial precisou ser ocupado de São Paulo para Miami, a Varig me convidou gentilmente a viajar na classe executiva. Foi um conforto só.

Ela ficou bem quietinha o vôo inteiro e não precisei dar nenhum calmante. Mas lembro que cheguei a comprar um, just in case...
Para evitar problemas, também coloquei fraldinha nela e só precisei trocar quando já estava na América. Isso porque deixei ela sem comer e beber nada 6 horas antes do vôo.

Lá eu morava em um apartamento com outros brasileiros que não se importaram que eu levasse um pet. Então não tive problemas.


Para passear, só de carro. Cachorro não podia utilizar transporte público. Mas podia ir à praia... Até porque lá ninguém é mal educado a ponto de deixar seu cãozinho fazer as necessidades na areia.



Falando em necessidades, o meu condomínio tinha uma área de gramado destinada à banheiro público canino... Assim eles podiam fazer as necessidades, desde que o n˚ 2 fosse recolhido.

Não tenho mais os detalhes de documentação exigida na época. Mas em breve farei um post falando das exigência atuais para sair com seu pet do Brasil para a União Européia.

A decisão de viajar com o seu pet

A decisão de levar o seu animal de estimação para uma viagem deve ser bem cuidadosa. E deve ser sua!

Quando eu ganhei a Penélope ela virou minha filha e eu não tenho coragem de ir morar em outro lugar e deixar minha filha para trás. Sou muito apegada à ela e me sinto responsável enquanto ela viver.

Meu objetivo não é julgar quem já viajou e deixou seu cãozinho ou até mesmo o filho com alguém. Cada um sabe o que é melhor para a sua família.
Só penso que, se você precisar deixar seu pet para trás, deixe com alguém responsável. Digo isso porque já vi casos de abandono na minha cidade.

Viajar com um cachorro traz limitações e exige uma tremenda burocracia, então você deve pesar e colocar na balança se vale a pena.
No meu caso, nem pensei duas vezes, onde eu for, a Penélope vai comigo.

Em 2005 morei nos Estados Unidos e a Pepe, que estava com 2 anos, foi também. Não me arrependi nem por um segundo. Agora estamos indo para a Europa e, quando fui para lá na primeira vez de férias, logo vi que a vida de cachorros é bem mais fácil do que na América. Por isso, levar ela foi uma decisão automática.

Muita gente vai ser contra a sua decisão. Vai falar o quanto vai sair mais caro, vai trazer limitações, etc.
Está dando trabalho? Sim, está! Mas quem não quer ter trabalho não pode ter filhos, não é mesmo?!? Até porque a recompensa é gigante.
Se você quer mesmo, pode encarar que é possível. Eu vou servir de prova!