quinta-feira, 25 de abril de 2013

Microchip

Quando viajei com a Penélope para os Estados Unidos não foi necessário implantar um microchip, mas para a União Européia a implantação é obrigatória.

O que é um microchip?


Clicando nesse link você terá uma excelente explicação sobre o microchip, mas resumidamente eles têm o formato de um grão de arroz, e são implantados com uma seringa sob a pele do cachorro. A implatação é indolor, a Pepe só sentiu uma picada.

Ao contrário do que muita gente pensa, o microchip não é um GPS. Ele é como se fosse um código de barras, ou seja, meu cachorro passa a ter um número de identificação. Na verdade, é uma versão moderna das tatuagens, muito usadas em gados.

Se a Penélope se perder de mim, ela será recolhida e encaminhada para um canil, que com um scam (semelhante a um leitor de código de barras) vai identificar o número dela. Então eles entram em contato com o fabricante do chip (essa informação também aparece no leitor) que vai dizer: esse chip eu vendi para a clínica Cão.com em Florianópolis, por exemplo. Eles fazem contato com a clínica, que faz contato comigo. Pelo menos foi assim que o veterinário me explicou.

Em breve terei que fazer o registro da Pepe na Prefeitura, só estou esperando sair meu visto, então provavelmente eles terão o número dela lá. O que vai tornar essa possível busca mais rápida e simples.

Lei de importação de animais para o território europeu provenientes do Brasil


A obrigatoriedade do chip está descrita no Regulamento CE n. 998/2003, que exige como identificação microchip implantado na pele, sendo que só serão aceitos chips em conformidade com a norma ISO 11784, ou identificado com uma tatuagem, se for comprovado que esta é anterior a 3 de julho de 2011.

Precisa usar no Brasil?


Algumas cidades brasileiras exigem o microchip, não tenho a lista completa de cidades mas sei que em Curitiba e São Paulo o uso é obrigatório. 

Na minha cidade, por exemplo, um projeto de lei aprovado em 2010 obriga a identificação dos cachorros através de um microchip, mas ninguém sabe e ninguém faz. Até mesmo os veterinários não conhecem essa lei, então o negócio não funciona.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Penélope nos Estados Unidos

Em 2005 eu resolvi morar um tempo nos Estados Unidos e eu já tinha a Penélope a quase 2 anos. Apesar da família inteira ser contra, decidi levá-la e valeu muito a pena.

Na época, viajamos de Varig e foi ótimo. Recebi assento preferencial no vôo de Floripa à São Paulo e, como o assento preferencial precisou ser ocupado de São Paulo para Miami, a Varig me convidou gentilmente a viajar na classe executiva. Foi um conforto só.

Ela ficou bem quietinha o vôo inteiro e não precisei dar nenhum calmante. Mas lembro que cheguei a comprar um, just in case...
Para evitar problemas, também coloquei fraldinha nela e só precisei trocar quando já estava na América. Isso porque deixei ela sem comer e beber nada 6 horas antes do vôo.

Lá eu morava em um apartamento com outros brasileiros que não se importaram que eu levasse um pet. Então não tive problemas.


Para passear, só de carro. Cachorro não podia utilizar transporte público. Mas podia ir à praia... Até porque lá ninguém é mal educado a ponto de deixar seu cãozinho fazer as necessidades na areia.



Falando em necessidades, o meu condomínio tinha uma área de gramado destinada à banheiro público canino... Assim eles podiam fazer as necessidades, desde que o n˚ 2 fosse recolhido.

Não tenho mais os detalhes de documentação exigida na época. Mas em breve farei um post falando das exigência atuais para sair com seu pet do Brasil para a União Européia.

A decisão de viajar com o seu pet

A decisão de levar o seu animal de estimação para uma viagem deve ser bem cuidadosa. E deve ser sua!

Quando eu ganhei a Penélope ela virou minha filha e eu não tenho coragem de ir morar em outro lugar e deixar minha filha para trás. Sou muito apegada à ela e me sinto responsável enquanto ela viver.

Meu objetivo não é julgar quem já viajou e deixou seu cãozinho ou até mesmo o filho com alguém. Cada um sabe o que é melhor para a sua família.
Só penso que, se você precisar deixar seu pet para trás, deixe com alguém responsável. Digo isso porque já vi casos de abandono na minha cidade.

Viajar com um cachorro traz limitações e exige uma tremenda burocracia, então você deve pesar e colocar na balança se vale a pena.
No meu caso, nem pensei duas vezes, onde eu for, a Penélope vai comigo.

Em 2005 morei nos Estados Unidos e a Pepe, que estava com 2 anos, foi também. Não me arrependi nem por um segundo. Agora estamos indo para a Europa e, quando fui para lá na primeira vez de férias, logo vi que a vida de cachorros é bem mais fácil do que na América. Por isso, levar ela foi uma decisão automática.

Muita gente vai ser contra a sua decisão. Vai falar o quanto vai sair mais caro, vai trazer limitações, etc.
Está dando trabalho? Sim, está! Mas quem não quer ter trabalho não pode ter filhos, não é mesmo?!? Até porque a recompensa é gigante.
Se você quer mesmo, pode encarar que é possível. Eu vou servir de prova!